sábado, 31 de outubro de 2009

Bom senso?




Chega!
Basta!
É o suficiente!
Afasta de mim o bom senso!
Disso, quero distância!
Quero errar no exagero!
Pecar no julgamento!
Arrasar o alheio!
Morrer!
Mas quero ser inteira.
Sem, mas...No entanto...Dependendo...
Quero ir de um extremo ao outro!
Quero apalpar o abstrato
E transformar o concreto.
E, por fim, de cansaço,
Desistir.
De julgar, ter referências, saber...
E mergulhar desaparecendo no nada
Que eu sou.

Nanda Botelho
11/09/95

Para Marilda Marques.

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6 comentários:

Úrsula Avner disse...

Oi Nanda, texto explosivo, permeado por sentimentos intensos, expressivos. Muito bom ! Bj com carinho.

Nanda Botelho disse...

Úrsula:

Foi uma explosão mesmo! Eu estava cansada de querer ser uma pessoa de bom senso e ponderada, na época.
Obrigada!
Bjão!

Rô Castro disse...

Olá, Nanda

Ahh,então já tentou enfiar o pé na jaca né rsrs.É Normal esses rompantes às vezes a gente cansa de tentar ser ponderada..Hoje em dia a minha consciência grita ,não dá mais pra ser tão maluquinha..

beijos no coração!

Nanda Botelho disse...

Rô Castro:

Mas não foi? Nesse dia estava com a macaca!
Uma amiga da faculdade(o poema foi para ela) ponderava tudo que eu dizia, minha "ariadidade" não conseguia se expressar, então...
Ainda tenho dias assim, mas estão mais equilibrados, hoje.
Bjão!

Du disse...

Me identifiquei com este poema, Nandinha!
Beijo, querida!

Nanda Botelho disse...

Du:

Todos temos um momento de loucura desses!

bjão!

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